domingo, 9 de outubro de 2022

Debaixo desse céu
Em cima desse chão
À frente dos nossos olhos
Sob nossa pele
Por dentro de nossas veias
Ao abrigo da mente
No cômodo mais profundo dos desejos
Há um silêncio ruminante em nossos ouvidos que represa um grito ensurdecedor
Há uma escuridão a qual o sol não atravessa para nos iluminar
Não faço mais que segurar os grãos de areia em minhas mãos
Não faço mais que abrandar essa chama
Não faço mais que olhar para o céu
Não faço mais que caminhar com os pés no chão...