domingo, 12 de novembro de 2017

No espelho
A amostra do desespero
O lado de lá
A outra metade
Simetrias
A cara que julga a coroa
Sempre há um juiz para dizer
Coloque a mão na consciência
Mas na ausência
Do escuro
De inconsistência
A imprudência
Propriamente dita
Da juventude
Das virtudes
Os erros e suas vicissitudes
Na insistência de seguir
A via do beco
A vida não tem saída
A espada de dois gumes
A vida é concisa
Indiscreta e descrita
Por mim, por eles/as e por nós
E mesmo que se repita
Como as roupas batidas,
Como as quatro estações,
Carnavais, nossas crises,
Os aniversários e as noites de sábado
Fazemos de conta
Que a vida é um livro
Que nunca foi lido
Contudo, ainda temos de tudo
E a nada pertencemos
Queremos tudo
E a tudo tememos
Compramos de tudo
Qual o teu preço?