Para aquela que nunca foste minha,
Pego-me roubando minhas mais antigas e infinitas lembranças da sua forte imagem em meus pensamentos secos e gastos. Iris querida! Lembro-me também que tu escrevia livros e publicava muitos deles, mas nunca enriqueceu. Viveu uma vida pacata e intensa com John e outras pessoas. Tu foste alma e carne, Uma humana de verdade, um anjo, um ser adorável.
Lembro-me que nadava como peixinhos marinhos e fez isso até o dia que você o pôde.
Nadava nua, sem pudor em um lago próximo da sua casa. Iris existiu e morreu como nós, mas viveu para escrever e morreu sem ler seu último livro, devido o Alzheimer que atacou-lhe todas as suas mais formidáveis memórias terrivelmente e para sempre.
Iris querida, já lhe tive sobrevoando meu céu, esperando-a que pousastes e que em meu peito fizestes ninho, mas foi somente uma ideia de possuidor.
Poetisa é passarinha, uma hora voa, outrora se aninha!
Iris amada!
Lembrar-te-ei para sempre Iris.