O descaso dessas madrugadas
Dessas esquinas sem calçadas
Desses bares sem fachadas
Sinto-me numa caçada
Sem armas
O que eu procuro?
Nesses cantos tão escuros
Nesses cantos tão escuros
Tão logo estou sem rumo
Vazia nesses sonâmbulos
Pesadelos noturnos
O frio assopra meu corpo
Congelando meu pescoço
Embrulhando-me o estomago
Mudando o meu rosto
Triste de novo
As voltas sempre solitárias
Que me armam ciladas
Os passos sem pegadas
A lua apagada
Apenas para mim
O que eu ganho?
Por morrer em prantos
Por viver de escândalos
A vida vem se esgotando
De ramo em ramo
Me perdi
Nos semáforos paralisados
Nos minutos perfurados
Nos buracos do asfalto
Nos caminhos deturpados
Minha noite é assim
Começo sem fim
Linhas tortas
Visões turvas
Vivo de mortes súbitas
Vazia nesses sonâmbulos
Pesadelos noturnos
O frio assopra meu corpo
Congelando meu pescoço
Embrulhando-me o estomago
Mudando o meu rosto
Triste de novo
As voltas sempre solitárias
Que me armam ciladas
Os passos sem pegadas
A lua apagada
Apenas para mim
O que eu ganho?
Por morrer em prantos
Por viver de escândalos
A vida vem se esgotando
De ramo em ramo
Me perdi
Nos semáforos paralisados
Nos minutos perfurados
Nos buracos do asfalto
Nos caminhos deturpados
Minha noite é assim
Começo sem fim
Linhas tortas
Visões turvas
Vivo de mortes súbitas